Água da rede
São poucas as pessoas que sabem, mas a água da torneira, a conhecida água de rede, normalmente, não corresponde ao que é apresentado publicamente pelos Municípios, nos seus boletins de análises.Ao abrirmos a torneira, saí uma água, de facto, transparente e incolor. Realmente, a água deve ser insípida, incolor e inodora. No entanto, ao chegarmos o copo ao nariz, detetamos, na maior parte dos casos, um cheiro a lixívia. Dizem os "entendidos" que o cloro adicionado serve para matar as bactérias existentes e assim evitar intoxicações. "Esquecem-se" de dizer que o cloro mata não só bactérias, mas também seres humanos. O cloro é considerado por alguns cientistas como o responsável por tromboses (e não só), uma vez que os cristais de cloro, ao penetrarem na corrente sanguínea, provocam fissuras nas veias e artérias, fissuras essas, que agregam plaquetas e gordura que posteriormente se desprendem e entopem as veias, resultando em tromboses e outras doenças do tipo. Para além disso, o cloro, ao destruir as bactérias, destrói também as bactérias inofensivas aos nossos intestinos, permitindo assim que as bactérias más proliferem e provoquem doenças.Mas o cloro não é o único problema… A água chega, até nós, incolor. Será que a água está limpa realmente limpa? NÃO ESTÁ!A água é sujeita a tratamento, recebe tratamentos químicos que conferem branqueamento à água, criando assim a ilusão de que esta, é limpa.Perguntamos, então, beberia água diretamente de um rio poluído? Provavelmente não; então e se lhe dessemos um copo de água “branqueada” através de processos químicos, que lhe dão a sensação de que a água é limpa; sabendo desse pormenor, ainda a beberia…?Se analisar um boletim de análise das águas, disponibilizado em qualquer Município, provavelmente, verificará que são analisados dezenas de parâmetros, entre os quais se encontram arsénio, mercúrio, etc.É assustador que muito dos valores não venham a zero mas sim, com valores considerados "aceitáveis". A água não devia ter estes químicos... |
Água engarrafada
Infelizmente, a água engarrafada não é melhor do que a de rede. É também uma água tratada com químicos, da mesma forma que é a da rede, a diferença é que se apresenta em garrafas de plástico, em vez de sair da torneira.A afirmação de que a água engarrafada é 100% natural, pode ser rebatida através do facto de que em todas as garrafas consta um prazo de validade que, pode superar um ano, dependendo do tipo de material usado nas embalagens (P.E.T.).Estudos recentes questionam a sua inocuidade dos P.E.T., na alteração das propriedades da água, bem como todo o processo de transporte e armazenamento sujeito às mais variadas formas de agressão (luz solar; variações de temperatura, etc.). Qual é a parte grave nisto? O plástico é poluente.Se colar um pedaço de queijo do lado de fora da garrafa e o deixar lá por 3 ou 4 dias, verificará que a água adquiriu o sabor do queijo. Isto prova que o plástico é poroso e deixa passar odores e outros, para o interior.Todos estes fatores, somados às características de mineralização e pH das diferentes águas engarrafadas são suficientes, para questionar o seu impacto na saúde humana.Ainda no que toca à água engarrafada, existem dados que demonstram que, em média, cada cidadão português consome 96 litros/ano, o que por si só, representa um problema secundário que não deve ser menosprezado.Os resíduos produzidos a partir das embalagens de acondicionamento, embora sejam recicláveis, muitas vezes, acabam depositadas em aterros controlados e não controlados (lixeiras); estudos demonstram que apenas 86% das garrafas de plástico são recicladas, assumindo um consumo de 900 000 000 de garrafas de água de plástico por ano com custos energéticos e consequentes emissões de gases de efeito estufa (G.E.E.).Verificamos a dimensão de um problema, que reflete a nossa sociedade de consumo. |